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AGRONEGÓCIO: CHUVAS EM BAIXA E FERTILIZANTES EM ALTA

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AGRONEGÓCIO: CHUVAS EM BAIXA E FERTILIZANTES EM ALTA

AGRONEGÓCIO: CHUVAS EM BAIXA E FERTILIZANTES EM ALTA

Diversas culturas importantes para o agronegócio brasileiro, como a soja e o milho estão com os preparativos para a safra 2021/2022 em pleno andamento. Entretanto, muitas questões estão preocupando os agricultores.

 

Uma delas é o clima. Nas últimas semanas, o país tem passado por uma grande estiagem que afeta bastante o cronograma de plantio. Isso porque os agricultores precisam saber quando vai chover para, por exemplo, aplicar os fertilizantes no solo.

 

No MT os produtores de milho estão preocupados com a safra desse ano no estado devido à falta de chuva. A produtividade está em queda e, em algumas regiões, as perdas podem chegar a 50%.

 

 

Qual o impacto da seca no agronegócio?

 

Quando há um período de seca, por menor que seja, todo o país é afetado. A agricultura e a pecuária são os primeiros a sofrerem com a estiagem. Os efeitos são sentidos nos demais setores.

 

As principais consequências no campo são:

- Diminuição do rendimento das plantações e cultivos, podendo, inclusive, resultar em perda total da colheita.
- Perda de peso e morte do gado.
- Redução das reservas de alimentos e, com isso, o aumento do preço de produtos agrícolas.
- Erosão e ressecamento do solo.

 

E a situação no Brasil pode piorar. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu, no dia 20 de setembro, um alerta amarelo para uma onda de calor para os próximos dias em boa parte do país. Somado aos alertas de baixa umidade também emitidos pelo instituto, a previsão é de que as chuvas demorem para chegar.

 

Além disso, outro problema enfrentado pelos agricultores é a dificuldade logística que já vem afetando a disponibilidade, a entrega e o preço dos fertilizantes mais utilizados no setor há algum tempo, em especial do potássio.

 

Evolução do preço dos fertilizantes (nov/19 a set/21) mostra alta acelerada a partir de janeiro deste ano - AMA Brasil. As razões para esse gargalo logístico e o consequente aumento de preços são várias: devido às restrições causadas pela pandemia do Covid 19, o tempo de retenção de navios nos portos acaba
aumentando.

 

O cloreto de potássio (KCl) foi um dos fertilizantes que mais encareceu. Questões sociopolíticas nos países que fazem parte do oligopólio de produção e distribuição deste insumo contribuem para a alta de preço. Um exemplo são as crises na Bielorrússia e o fechamento de duas minas de potássio pela Mosaic no Canadá.

 

 

O que fazer?

 

Para assegurar a rentabilidade da safra, o agricultor precisa driblar essas dificuldades. Nesse contexto, a saída pode ser ampliar os horizontes e voltar o olhar para dentro do nosso próprio país, buscando fontes de potássio que sejam eficientes na disponibilização do nutriente e com menos entraves logísticos.

 

Usar fertilizantes com duas fontes de potássio pode ser a chave. Assim, quando chegar a hora de plantar, o agricultor vai precisar de insumos que disponibilizem o potássio de maneira imediata. Os fertilizantes de liberação rápida são aqueles que fornecem os nutrientes de forma imediata para que as plantas retiram do solo.

 

Entretanto, os fertilizantes de liberação progressiva têm ganhado espaço nas pesquisas e no mercado agrícola. Esse tipo de fertilizante possui uma taxa gradual de disponibilização dos nutrientes para o solo e para as plantas. A grande vantagem da liberação gradual é o efeito residual prolongado dos nutrientes no solo, ajudando a construir e a manter a fertilidade ao longo do tempo. Além disso, os fertilizantes de liberação gradativa são menos sujeitos à lixiviação, fazendo com que a adubação seja mais eficiente.

 

 

 

Fonte: G1 - "Por falta de chuva, produtores estimam perdas de até 50% nas lavouras de milho em MT"; "Jacobucci - Desafios do agronegócio: como lidar com a falta de chuvas"; e “Agrolink: Chuvas em baixa e fertilizantes em alta: qual a saída para o agricultor?”



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