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7 CURIOSIDADES SOBRE A SOJA

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7 CURIOSIDADES SOBRE A SOJA

7 CURIOSIDADES SOBRE A SOJA

Quem vê uma pequena semente de soja não imagina o tanto de história que ela carrega nem o tamanho de seu potencial produtivo e econômico. Hoje, é a planta mais cultivada no País, com quase 114 milhões de toneladas em uma área de 33,8 milhões de hectares, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB).

 

1 - ORIGEM

A soja que hoje cultivamos é muito diferente dos seus ancestrais, que eram plantas rasteiras que se desenvolviam na costa leste da Ásia, principalmente ao longo do rio Yangtse, na China. Sua evolução começou com o aparecimento de plantas oriundas de cruzamentos naturais entre duas espécies de soja selvagem que foram domesticadas e melhoradas por cientistas da antiga China.

As primeiras citações do grão aparecem no período entre 2.883 e 2.838 A.C, quando a soja era considerada um grão sagrado, ao lado do arroz, do trigo, da cevada e do milheto. Um dos primeiros registros do grão está no livro "Pen Ts'ao Kong Mu", que descrevia as plantas da China ao Imperador Sheng-Nung. Para alguns autores, as referências à soja são ainda mais antigas, remetendo ao "Livro de Odes", publicado em chinês arcaico.

Até aproximadamente 1.894, término da guerra entre a China e o Japão, a produção de soja ficou restrita à China. Apesar de ser conhecida e consumida pela civilização oriental por milhares de anos, só foi introduzida na Europa no final do século XV, como curiosidade, nos jardins botânicos da Inglaterra, França
e Alemanha.

Na segunda década do século XX, o teor de óleo e proteína do grão começa a despertar o interesse das indústrias mundiais. No entanto, as tentativas de introdução comercial do cultivo do grão na Rússia, Inglaterra e Alemanha fracassaram, provavelmente, devido às condições climáticas desfavoráveis.

 

2 – CHEGOU AO BRASIL VIA EUA E JAPÃO

As primeiras variedades de soja de que se tem notícia no Brasil vieram dos Estados Unidos com destino à Bahia, em 1.882. A adaptação não foi boa, e uma nova tentativa ocorreu em Campinas (SP), uma década depois. Mas os grãos que melhor se desenvolveram no País foram trazidos por imigrantes japoneses, a partir de 1.908.

O primeiro cultivo oficial em solo brasileiro aconteceu, de fato, em 1.914, na região de Santa Rosa (RS), e os plantios comerciais começaram dez anos depois. Em 1.940, a soja chegou ao Paraguai e, na década seguinte, à Argentina e ao México.


3 - ADAPTAÇÃO

Os investimentos em pesquisa levaram à "tropicalização" da soja, permitindo, pela primeira vez na história, que os grãos fossem plantado com sucesso em regiões de baixas latitudes, entre o trópico de capricórnio e a linha do equador. Essa conquista dos cientistas brasileiros revolucionou a história mundial da soja e seu impacto começou a ser notado pelo mercado a partir do final da década de 80 e mais notoriamente na década de 90, quando os preços dos grãos começaram a cair.

Atualmente, os líderes mundiais na produção de soja são os Estados Unidos, Brasil, Argentina, China, Índia e Paraguai.


4 – MT, PR E RS SÃO OS MAIORES PRODUTORES DO PAÍS

O top 3 do ranking nacional em produção de soja é formado por Mato Grosso, Paraná e Rio Grande do Sul. O primeiro é líder isolado, com uma produção de 30,5 milhões de toneladas em uma área de 9,3 milhões de hectares, de acordo com dados da CONAB. Já o vice-campeão produziu 19,5 milhões de
toneladas em uma área de 5,2 milhões de hectares, enquanto o terceiro lugar alcançou 18,7 milhões de toneladas em 5,5 milhões de hectares.

O Paraná também se destaca na produtividade, com uma média de 62 sacas por hectare – índice que é, inclusive, 6,3% superior ao dos Estados Unidos. Outros Estados brasileiros expressivos na produção de soja são Goiás, Mato Grosso do Sul, Bahia e Minas Gerais. Além disso, segundo a CONAB, há um avanço acelerado no Pará e na região do Matopiba (que abrange Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), com um potencial de expansão de 10 milhões de hectares.

 

5 – ESTÁ PRESENTE EM MUITOS ALIMENTOS INDUSTRIALIZADOS

Da soja, vêm subprodutos como o óleo utilizado na formulação de margarinas, maioneses e molhos (de tomate e para salada). “O shoyu com que se tempera o sushi, aliás, nada mais é do que um fermentado de soja”, afirma o biólogo e doutor em genética de microrganismos Airton Vialta, do Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL), em Campinas (SP). Essa oleaginosa também está presente em derivados como leite, farelo (para ração animal), farinha (ingrediente de pães, biscoitos, macarrão e produtos infantis), lecitina (ajuda a misturar óleo e água em chocolates e no leite em pó) e isolados proteicos, usados em sopas,
bebidas e subprodutos de carne.

No Brasil, porém, o consumo direto de soja na alimentação (como fonte de proteína) ainda é restrito à, em média, 3,5% da produção apenas, isso simplesmente por não fazer parte dos hábitos da população, ao contrário do que ocorre em países orientais. Ainda assim, vale destacar que a adição de 20% de farinha de soja a pães, bolachas e massas chega a dobrar o conteúdo protéico desses alimentos.


6 – TRAZ BENEFÍCIOS À SAÚDE

A soja é fonte de vitaminas do complexo B, como tiamina (B1), riboflavina (B2) e niacina (B3); de vitaminas C, E e K, fibras, ferro, ácido fólico, ômega 3, cobre, fósforo, potássio, zinco, magnésio e triptofano (aminoácido que, assim como a niacina e o magnésio, atua como precursor da serotonina, neurotransmissor responsável pela sensação de prazer e bem-estar). Também tem alto teor de gorduras boas (mono e poli-insaturadas), baixo teor de gordura ruim (saturada) e é livre de colesterol. Além disso, contém isoflavona, um composto orgânico que atua na prevenção de cânceres de mama, colo do útero e próstata. Por ter uma estrutura química semelhante ao hormônio feminino estrógeno, a isoflavona é capaz, ainda, de aliviar os efeitos da tensão pré-menstrual (TPM) e da menopausa, e atua na prevenção de doenças cardiovasculares, diabetes e osteoporose.


7 – TEM VÁRIOS “PRIMOS” E UMA FLOR DELICADA

A soja pertence ao grupo das leguminosas, do qual também fazem parte o feijão, a ervilha, a lentilha e o grão-de-bico, todos excelentes fontes de proteína vegetal, carboidratos, fibras, vitaminas e minerais. A vagem da soja verde lembra, inclusive, a da ervilha torta. Suas sementes são lisas, ovais (ou em forma de elipse) e de cor amarelada, preta ou verde. O cultivo leva entre dois e quatro meses, e a planta pode chegar a 1,5 metro de altura. As flores da soja são bem pequenas (até 8 mm de diâmetro), ficam localizadas na base dos ramos e têm coloração branca, púrpura ou roxa.

 

Fonte: adaptado dos sites “Boas Práticas Agronômicas - 10 curiosidades sobre a soja, o grão mais importante para a agricultura brasileira”; “Agronews - Vamos conhecer 08 curiosidades sobre a soja” e “Embrapa - História da Soja”



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